ELE É CARIOCA

FICHA TÉCNICA

1. Samba do Avião (dedicada à Cidade do Rio de Janeiro) - Tom Jobim

Um verdadeiro hino à cidade do Rio de Janeiro. Conhecida internacionalmente e de beleza inquestionável, essa obra emocionante de Tom Jobim, aqui aparece executada com liberdade e vibração e com novo arranjo e nova harmonia, caracterizando bem o clima alegre e o estilo inconfundível do quarteto.

Gustavo Schnaider - Bateria
Paulo Rego - Sax Alto
Roberto Alves - Piano
Xandy Rocha - Baixo

2. Bossa (dedicada à Fernanda Jubé) - Cairê Rego

Música nova de gente nova! Cairê compôs essa música, após começar a estudar, em sua guitarra, os grandes clássicos da Bossa-Nova. Depois de alguns meses de estudo intenso e diário, refletindo a enorme influência que o estilo impõe a todos que com ele têm contato, surge essa Bossa, de aparente despretensão, refletindo a beleza, simples e verdadeira, de uma nova descoberta. Novos ares para o estilo!

Gustavo Schnaider - Bateria
Paulo Rego -Flauta
Roberto Alves - Piano
Xandy Rocha - Baixo

Participação Especial = Cairê Rego - Guitarra

3. Rio de Ruy (dedicada a Ruy Castro) - Paulo Rego

Um dia, Ruy Castro passa pelo nosso palco na praia e, ao final do show, pergunta: "Qual CD tem esse arranjo de 'Cidade Maravilhosa'?". Após uns minutinhos de prosa ele comenta sobre o seu futuro livro "Rio Bossa Nova" e nos informa que uma equipe fotográfica iria lá, na praia, nos fotografar, no domingo seguinte. Essa música foi feita para festejar a nossa participação no livro e para homenagear esse escritor e jornalista, de indiscutível importância na cultura nacional e, especificamente, de particular relevância na preservação da história da Bossa-Nova. Obrigado Ruy!

Gustavo Schnaider - Bateria
Paulo Rego -Flauta e Guitarra
Roberto Alves - Piano
Xandy Rocha - Baixo
4. Triste (dedicada a Tom Jobim) - Tom Jobim

Uma das músicas mais executadas e solicitadas em nossos shows, talvez pela alegria com a qual o quarteto a interpreta, em aparente contradição com o seu título e sua letra. É, como gostamos de dizer, um "Triste-Alegre".

Gustavo Schnaider - Bateria
Paulo Rego - Sax Alto
Roberto Alves - Piano
Xandy Rocha - Baixo

5. Mali na Roça (dedicada a Maria Eliza Steling Rego - Mali) - Paulo Rego

Essa é pra lembrar daqueles dias no sítio, em Lumiar, em que a incansável Mali, passava horas a fio entre chutes e dribles, juntamente com a gurizada local, nas animadas peladas e jogos de bobo, em deliciosa exibição para a galera adulta, que ficava ao largo, bebendo suas cervejinhas e incentivando, como boa e desorganizada torcida.

Gustavo Schnaider - Bateria
Paulo Rego -Flauta
Roberto Alves - Piano
Xandy Rocha - Baixo

6. Tocando na Toca (dedicada a Carlos Alberto Afonso) - Xandy Rocha

Templo do samba moderno, cheio de bossa, tocar na Toca do Vinícius é uma inspiração. A rua Vinícius de Moraes parada, a multidão atenciosa, e a gente ali, fazendo o que mais gosta. Dois sonhos, que começaram na rua e volta e meia se entrelaçam.

Gustavo Schnaider - Bateria
Paulo Rego -Flauta
Roberto Alves - Piano
Xandy Rocha - Baixo

7. Jenifer, a minha cantora (dedicada a Jenifer Alves) - Roberto Alves

Uma voz única, emissão perfeita, timbre admirável, vibrato usado com arte e afinação perfeita neste pequeno diálogo.

Gustavo Schnaider - Bateria
Paulo Rego - Sax Alto
Roberto Alves - Piano
Xandy Rocha - Baixo

Participação Especial - Jenifer Alves - Voz

8. Suburgringo (dedicada a Guinga) - Paulo Rego

Um carioca por excelência! Futebol, violão, intermináveis papos, sambas, chorinhos, valsas, cocos, piadas, mais papos, mais sambas, casos, histórias, muitos risos, sorrisos, lágrimas, abraços, baladas, mais sambas, futebol, piadas, baiões... criatividade, amizade, simplicidade, humildade... Pro nosso "gringo do subúrbio".

Gustavo Schnaider - Bateria
Paulo Rego - Sax Alto
Roberto Alves - Piano
Xandy Rocha - Baixo

9. Canto de Ossanha (dedicada ao pessoal da Praia de Ipanema) - Baden Powell e Vinicius de Moraes

Essa é uma das músicas que mais gostamos de tocar. Nessa gravação deixamos a emoção comandar. Gravamos tudo ao vivo, sem compromisso algum que não fosse com o nosso prazer de estar ali, gravando e tocando juntos. O resultado está aí, como uma fotografia sonora de um momento de extrema felicidade.

Gustavo Schnaider - Bateria
Paulo Rego - Sax Alto
Roberto Alves - Piano
Xandy Rocha - Baixo

10. Cidade Maravilhosa (dedicada à Cidade do Rio de Janeiro) - André Filho

Numa das muitas festas-show organizadas pela Toca do Vinícius, fomos incentivados a assinar um manifesto que levaria à Prefeitura uma solicitação para que, em todos os shows realizados por ela, ficasse estabelecido que, ao final, fosse executada a marchinha Cidade Maravilhosa. A partir daí, a música nunca deixou de ser tocada em nossas apresentações. Agora resolvemos trazê-la para o CD, não em sua forma tradicional, mas com um arranjo diferenciado, pungente e delicado. Uma homenagem à nossa cidade, que sempre será maravilhosa.

Gustavo Schnaider - Bateria
Paulo Rego - Sax soprano e Alto
Roberto Alves - Piano
Xandy Rocha - Baixo

ELE É CARIOCA

Esse trabalho é uma homenagem a todos aqueles que fazem dessa "São Sebastião do Rio de Janeiro", uma cidade maravilhosa. Pessoas que embelezam e recriam a cidade, inundando seus parques, florestas, lagoas e mares; seus edifícios, praças e ruas; sua gente e sua alma, de infindável beleza e poesia, doando de si o mais profundo amor, inspirado pelo que de melhor a cidade oferece: beleza natural, vida em esplendor, arte, alegria, amizade e camaradagem. Pessoas como: Ana Maria (Drink Café), Antônio Jorge (Rádio Catedral), Brê, Carlos Alberto Afonso (Toca do Vinícius), Chico Buarque de Holanda; Eduardo Camões (o pintor do Rio Antigo), Eduardo Fajardo, Gilson Peranzzetta, Guinga; J. Carlos, Maria da Natividade, Rogério, Rubinho, Ruy Castro e todos aqueles que, aqui, se encontram presentes em nossa música.

GUSTAVO SCHNAIDER: À esses três grandes amigos e parceiros de som, muito obrigado! Fazer parte de um trabalho tão especial, envolvido numa atmosfera de excelente música, belos improvisos, belas paisagens e muitos amigos, é realmente um privilégio. Viva o Rio de Janeiro, viva o Brasil, viva o samba, viva o jazz!

Viva também Rafael, o maior presente da minha vida! Meu filho lindo, cheio de saúde, orgulho do "papai coruja" e certeza de um amor eterno, incomensurável.

Meu eterno carinho e gratidão à minha querida mãe (te amo), ao meu pai, irmãs, avô, avós, tios, sobrinhos e queridos sogros, valeu pela força!

À minha querida esposa Luciane, grande companheira nas horas boas e ruins, grande amiga e incentivadora de minha carreira, te amo!!

PAULO REGO: A cada ano que passa, o prazer de trabalhar com esse quarteto aumenta, proporcionalmente ao meu próprio crescimento pessoal e musical. Acho que, dessa vez, encontramos uma fórmula ainda mais saborosa e criativa que, guiada por uma refrescante maresia, uma suave brisa de carioquice, chega ao tranqüilo porto seguro da felicidade, retratado aqui pelo som feito verdade.

Não poderia de deixar de agradecer aqui à minha família pelo apoio de sempre e pela confiança crescente. Por entender os momentos de ausência e outros tantos de ansiedade. Esse trabalho também é de vocês: Mali; Cairê; Mary e Paulo pai (eterno torcedor e incentivador).

ROBERTO ALVES: Tocar é muito bom, é ser feliz na música e fazer parte dela. Agradeço à minha mãe e ao meu padrasto que sempre foi e sempre será um pai para mim. Minha gratidão por toda eternidade. Minha gratidão também ao buda Nitiren Daishonin que me fez encontrar o eterno presente da boa sorte: nam myoho rengue kyo. Minha eterna gratidão. Viva o No Olho da Rua e essa voz única e linda da Jenifer.

XANDY ROCHA: Depois de tantos anos a rua acaba sendo a maior escola que um artista pode ter. Música, simpatia e verdade. Só para quem quer.

"O nome do conjunto já diz tudo: a rua como palco e o povo, como platéia - mas, sendo esse palco o Rio, mais precisamente Ipanema, o prazer está garantido, até para os músicos. O No Olho da Rua (Gustavo Schnaider, bateria; Paulo Rego, sax e flauta; Roberto Alves, piano; e Xandy Rocha, contrabaixo) pode ser visto desde 1997 ensolarando as calçadas do Leblon e da Lagoa e as Praças do Centro, mas seu pouso mais efetivo é o posto quase 10 de Ipanema, aos domingos, a partir das 10 da manhã. Entre suas proezas estão vibrantes versões de Tom Jobim, Baden Powell e Victor Assis Brasil, com improvisações pesadas, ao lado de temas de enorme delicadeza, sobre os quais já quase garantiram exclusividade: a valsa de Ary Barroso, "Sombra e Luz", nunca lançada comercialmente, e uma interpretação de "Cidade Maravilhosa", de André Filho, em que começam pela linda segunda parte e só depois fazem a primeira, ambas também em valsa, antes de atacar a clássica introdução em ritmo de marchinha. Contrariando o nome, o No Olho da Rua às vezes se apresenta também sob tetos convencionais, como o Centro Cultural Justiça Federal; na Avenida Rio Branco, o Carioca da Gema, na Avenida Mem de Sá, e o Mistura Fina, na Lagoa. Mas, por algum motivo, as bermudas, o sol a pino e o palco de areia lhes assentam como a ninguém".

RUY CASTRO em seu livro "Rio Bossa Nova - um roteiro lítero-musical" - 2006

Gravado, mixado e masterizado em Novembro e Dezembro de 2006 no Lontra Music por João Ferraz Filho.

Fotos = Leandro Pagliaro
Fotos de Xandy Rocha e Roberto Alves (fundo de caixa) e do quarteto (última página) = Bernardo Mendonça.